O presente projecto partiu de um conjunto de estudos para a elaboração de um conceito formal a ser aplicado na urbanização da Quinta do Cerrado, em Carnaxide. Tendo como conjunto de premissas a uniformização do conjunto edificado e sua articulação com a envolvente natural e urbana. Na conceção do presente estudo, a formalização dos corpos surge a partir da implantação, na relação com a orientação solar e os espaços verdes privados e públicos. A fachada que envolve o jardim e as zonas de lazer é delineada por um conjunto de vãos ritmados por painéis de sombreamento articulado. O interior das zonas comuns projetam-se sobre este espaço exterior e atribui-lhe um caracter de vivência social.
Data: 7 Março, 2018
Cliente: Privado
Categoria: Habitação, Projectos a Decorrer
http://www.cerrado.pt/
Projetar uma casa é, acima de tudo, saber ler o território e a luz. Nesta moradia contemporânea em Carnaxide, o desafio passou por criar uma arquitetura de autor que fosse capaz de oferecer um refúgio absoluto, sem nunca abdicar da transparência e da ligação profunda com o exterior.
A identidade desta casa nasce do contraste tátil entre dois mundos. No piso térreo, optámos por uma base sólida em pedra natural, com uma paginação horizontal que ancora a construção ao terreno. Esta textura orgânica e robusta não é apenas uma escolha estética — é uma declaração de permanência e proteção.
Sobre este alicerce de pedra, o piso superior surge como um volume branco e etéreo. As linhas puras e as palas de sombreamento protegem os espaços de descanso, permitindo que a luz de Lisboa entre de forma filtrada e suave, garantindo o conforto térmico e visual que um projeto de habitação desta natureza exige.
O verdadeiro luxo na arquitetura residencial moderna é a diluição das fronteiras. Neste projeto, o deck de madeira funciona como uma plataforma que prolonga a zona social para o jardim.
O elemento diferenciador é o lounge imerso na piscina. Desenhámos um espaço de estar rebaixado, ao nível da linha de água, que convida ao convívio e à contemplação. A pérgula de madeira, com a sua métrica rigorosa, desenha sombras geométricas que mudam ao longo do dia.
"Saber quando a casa deve ser um muro de proteção e quando deve ser um miradouro para o céu."F. Simões Arquitetos
No interior, a fluidez é a prioridade. A cozinha e as salas comunicam através de grandes vãos envidraçados que desaparecem, transformando a casa num pavilhão aberto durante os meses de verão.
Cada detalhe, desde a escada escultórica à iluminação zenital, foi pensado para elevar a experiência quotidiana de quem habita este espaço. Desenvolver um projeto de arquitetura em Lisboa requer esta sensibilidade — uma casa que não se limita a ocupar o espaço, mas que dialoga com ele.
Cada projeto começa com uma conversa. Fale connosco sobre o que imagina e conheça o nosso processo de trabalho.