Inserida numa encosta do concelho de Oeiras, foram projetadas uma dupla de moradias tendo em conta um conjunto de necessidades, exigências e padrões de ordem estética e funcional. Ambos os corpos acompanham a topografia do terreno em articulação com os eixos visuais sobre o vale e o rio tejo. Os materiais aplicados em ambos os corpos encontram a simbiose com a volumetria da proposta, adaptando-se a ela. Houve uma adaptação relacionada simultaneamente com um carácter de funcionalidade e conjugação entre as diferentes componentes constituintes da globalidade dos dois projectos. Tendo por base a flexibilidade como elemento chave de organização interior. Acima de tudo, procurou-se potenciar a vivência do espaço de uma forma qualificada, privilegiando a sua relação com a envolvente natural. Data: 15 Setembro, 2007 Cliente: Scoha, Promoção Imobiliária, S.A. Categoria: Habitação LOCALIZAÇÃO PORTUGAL, OEIRAS | QUEIJAS http://scoha.pt/#segredo
Quando o terreno é uma encosta, a arquitetura deve responder com sensibilidade à topografia. Este projeto de par de moradias em Queijas foi concebido para acompanhar a inclinação natural do vale, tirando máximo partido das vistas exponenciais sobre o rio Tejo. A solução não é de imposição, mas de diálogo — duas casas que conversam com o horizonte e com o sítio que as acolhe.
O projeto responde a uma premissa fundamental: respeitar a encosta, não dominá-la. As duas moradias são organizadas em patamares sucessivos, seguindo a natural declividade do terreno. Esta estratégia cria múltiplos pontos de contemplação, onde cada nível oferece uma relação distinta com a paisagem envolvente.
A volumetria, rigorosa e geométrica, contrasta com a fluidez da topografia, criando uma tensão visual que é ao mesmo tempo elegante e propositada. Os volumes são abertos para o exterior através de grandes superfícies envidraçadas, permitindo que a vista seja o verdadeiro elemento decorativo de cada espaço. A relação entre interior e exterior torna-se o coração do projeto.
No interior, as casas organizam-se segundo uma lógica de fluxo contínuo. Os espaços de convívio — sala, cozinha e sala de refeições — formam um pavilhão único, sem compartimentações rígidas. Este conceito garante que em qualquer posição da casa, a vista se mantém como elemento estruturante.
A organização dos quartos e áreas privadas segue uma hierarquia clara, permitindo múltiplas formas de habitar o espaço. A flexibilidade do programa interior torna este projeto adaptável a diferentes necessidades, mantendo sempre a qualidade espacial como prioridade.
"A melhor arquitetura é aquela que sabe desaparecer perante a beleza do sítio, tornando-se apenas a moldura certa para o verde do vale e a cor do rio."F. Simões Arquitetos
Os materiais escolhidos para este projeto de 2007 refletem uma preocupação com a durabilidade e com a integração paisagística. A paleta inclui elementos que harmonizam com o contexto natural: madeira, vidro, hormigão e pedra local. Estas escolhas não são apenas estéticas, mas funcionais — garantindo desempenho térmico e estrutural adequado à topografia desafiante.
A posição das casas em patamares permite tirar partido da ventilação natural e da exposição solar sem excessos. Cada detalhe construtivo foi pensado para potenciar a experiência do espaço e a ligação com a envolvente natural — dos pátios privados aos pontos de vista estratégicos sobre o rio Tejo.
Cada terreno conta uma história. Fale connosco sobre a sua visão e descubra como a topografia pode ser uma oportunidade de design extraordinário.